Muita calculadora de preço pede "imposto: 6%" e segue em frente. Para o MEI esse número não existe. O microempreendedor individual recolhe um valor fixo por mês, o DAS, que é o mesmo vendendo R$ 500 ou R$ 6.000. Tratar o DAS como percentual fixo infla o preço de quem vende bastante e esconde o peso real para quem vende pouco.
De onde vem o valor
O DAS é a soma de 5% do salário mínimo, a título de contribuição ao INSS, com R$ 1,00 de ICMS para quem faz comércio ou indústria e R$ 5,00 de ISS para quem presta serviço. Com o salário mínimo de R$ 1.621,00, o comércio paga R$ 82,05 por mês. O valor muda todo janeiro, junto com o salário mínimo.
Como ele entra no preço
Como custo fixo, igual ao aluguel. Para enxergá-lo dentro de cada venda, divida pelo faturamento do mês: com R$ 5.000 de vendas, R$ 82,05 são 1,64% de cada real vendido. É esse percentual que a calculadora usa, e ele cai à medida que você vende mais. Se preferir, deixe o imposto fora do preço e coloque o DAS entre os custos fixos na página de ponto de equilíbrio.
O que pesa de verdade
Para o MEI que vende em marketplace, a comissão do canal costuma ser dez vezes maior do que o imposto. Uma venda de R$ 60 pode deixar R$ 16 com a plataforma e menos de R$ 1 com o DAS. Por isso vale mais a pena comparar canais do que discutir imposto.
Cuidado com o limite
O MEI pode faturar até R$ 81.000,00 por ano. Passando disso, a empresa sai do regime e passa a recolher pelo Simples Nacional, com percentual sobre a receita. Quem está perto do limite deve simular o preço nos dois regimes antes de crescer.