O ponto de equilíbrio responde a uma pergunta só: quantas vendas pagam o mês. Antes dele, o negócio está no vermelho, por melhor que seja a margem de cada produto. Depois dele, cada venda deixa a sua sobra inteira como lucro.
1. Some os custos fixos
Entra tudo que você paga mesmo sem vender nada: aluguel, salários, pró-labore, internet, contador, mensalidade de sistema, o DAS do MEI. Não entram custo do produto, embalagem nem comissão: esses só existem quando há venda.
2. Calcule a sobra de cada venda
É a margem de contribuição: o preço menos os custos variáveis daquela venda. Um produto vendido a R$ 100 com R$ 60 de custos variáveis deixa R$ 40 para pagar as contas fixas.
3. Divida
Com R$ 5.000 de custos fixos e R$ 40 de sobra por venda, são 125 vendas, ou R$ 12.500 de faturamento. A partir da 126ª, cada venda rende R$ 40 de lucro.
O que fazer com o número
Compare com o que você vende hoje. Se o ponto de equilíbrio está acima, há três alavancas: preço (veja formar preço), custo variável (o canal costuma ser a maior fatia; compare em marketplaces) e custo fixo. Quem vende vários produtos pode repetir a conta para o produto mais vendido ou usar o preço e o custo médios.