O erro mais comum na formação de preço é somar a margem em cima do custo. Imposto e comissão são cobrados sobre o preço de venda, e não sobre o custo: quem calcula "custo + 20%" descobre depois que parte desses 20% foi embora em taxa.
1. Separe o que é em reais do que é em percentual
Em reais ficam o custo do produto, a embalagem, o frete que você paga e a tarifa fixa do canal. Em percentual ficam o imposto, a comissão do canal, outras despesas da venda e a margem que você quer que sobre.
2. Divida, não multiplique
Preço = soma dos valores em reais ÷ (1 − soma dos percentuais). Um produto de R$ 40,00 vendido na Amazon por uma empresa do Simples com R$ 10.000,00 de faturamento mensal tem 4,00% de imposto, 15% de comissão e 20% de margem desejada: 39% no total. A conta é R$ 40,00 ÷ (1 − 39%) = R$ 65,57, com lucro de R$ 13,11 por venda. Somando 20% ao custo, o preço seria R$ 48,00 e a venda daria prejuízo.
3. Confira o canal
A taxa do canal é a parte da conta que mais muda. Há marketplace que cobra por faixa de preço, por categoria e por peso do produto. Por isso cada taxa aqui aparece com a fonte e a data da conferência, e pode ser trocada pela do seu contrato. Para ver o mesmo produto em todos os canais, use a comparação de marketplaces.
4. Teste o desconto antes de anunciar
O controle de desconto no resultado mostra a margem caindo a cada ponto percentual e avisa "prejuízo" quando o preço deixa de cobrir os custos. A página de desconto máximo mostra também quanto as vendas precisam crescer para compensar.